Princípio da poda é retirar ramos concorrentes com o líder central e com ramos laterais

Tarde de campo sobre poda e condução da macieira em São Joaquim

No Brasil o sistema de condução mais utilizado é o líder central com suas variações


A Epagri de São Joaquim promoveu  uma tarde de campo sobre poda e condução da macieira para fruticultores e seus familiares, realizado na comunidade de Costa do Antonina  em São Joaquim no dia 06 de junho.   A poda e condução  de inverno da macieira, é uma das práticas mais importantes da macieira, onde deve-se analisar outros fatores ligados ao manejo como (vigor, densidade, adubação, cultivar, porta enxerto, entre outras) para sua execução, onde se objetiva:   manejar a forma e estrutura da planta, definir sua altura, arqueamento correto dos ramos, entrada e intercepção da luz, facilitar os tratos culturais, manter o equilíbrio entre a parte vegetativa e produtiva, plantas facilmente manejadas com  menor uso da mão de obra, entre outras finalidades.

A poda e condução varia conforme o sistema de condução definido pelo fruticultor, alguns do mais usados no mundo é o líder central, tall sipindle, slender spindle, bi axe vertical, muro frutal e solaxe e outros, estes sistemas têm suas vantagens e desvantagens conforme o  porta enxerto  e a densidade de plantio utilizada.

No Brasil o sistema de condução mais utilizado é o líder central com suas variações, neste sistema temos um ramo líder dominante, deste saem todos os ramos principais e destes os laterais que irão formar a parte vegetativa e reprodutiva da planta.

Conforme o a densidade utilizada e o  porta enxerto podemos ter um tipo de poda e condução, hoje trabalhamos na região com densidades que vão de 500 plantas a 2.500 plantas/ha, utilizando porta enxerto como: Marubakaido, M9/Marubakaido, M-9 e recentemente a série CG, conforme demonstrado na reunião pelo engenheiro Marcelo.  O princípio da poda preconizada é retirar ramos concorrentes com o líder central e com ramos laterais ou carregadores, de tal forma de obter uma planta equilibrada que tenha boa relação entre os diversos tipos de ramos na planta, o arqueamento é fundamental para controle do vigor e o direcionamento dos ramos, com menor dominância e boa formação de gemas floríferas e uma planta bem equilibrada. O controle do crescimento vegetativo e a poda verde, também são práticas importantes que ajudam em muito a poda de inverno e a formação de gemas floríferas.

Um dos pontos importantes na poda e condução, é o manejo da entrada e interceptação da luz em todas as partes da planta de maneira uniforme, isto interfere diretamente na formação de órgãos frutíferos como (dardos, lamburdas, brindilas e esporões), na qualidade e quantidade da produção, sendo que plantas sombreadas interferem na formação de foto-assimilados, que influenciam as reservas da planta e nos órgãos frutíferos.  A parte inferior da planta pode ser a mais prejudicada, se não houver um bom manejo, buscamos plantas que sejam eficientes na entrada e intercepção da luz, que resultem plantas bem iluminadas e boas frutificações.

O manejo da poda também inclui a maximização da mão de obra com mecanização desta prática, como o uso de plataformas, de tesouras elétricas ou pneumáticas de modo a aumentarmos a sua eficiência, serviços de melhor qualidade, diminuição de custos, humanização dos trabalhos e aumentarmos a competitividade de nossos pomares.  O engenheiro agrônomo Marcelo comenta que é  fundamental  termos pessoas bem capacitadas para realizar esta prática, plantas bem equilibradas entre vegetação e órgãos frutíferos, com boa capacidade produtiva, facilidade dos tratos culturais, melhor interceptação e distribuição da luz, resultando em frutos de qualidade e produtividade constante dos pomares. *Marcelo Cruz de Liz - Eng. Agr. Esp. Administração - Escritório Municipal de São Joaquim - Fone: (49) 3233-8400 - e-mail: marceloliz@epagri.sc.gov.br

 

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