Realização rodada de negócios dessa magnitude é oportunidade de aumentar a exportação

Apex reúne empresas brasileiras e importadores internacionais de frutas de 10 países

Como Rússia, Ucrânia, Polônia, Reino Unido, Holanda, Suécia, Grécia, Irlanda, Emirados Árabes Unidos e Omã


A Apex-Brasil realizou, dias (24) e (25) de setembro, em São Paulo, uma rodada de negócios com 26 empresas brasileiras e 17 compradores internacionais de 10 países europeus e do Oriente Médio. O projeto foi uma ação conjunta dos escritórios da Apex-Brasil em Bruxelas, Moscou e Emirados Árabes Unidos, com as equipes do Departamento de Promoção Comercial das embaixadas brasileiras nos países e com a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados, Abrafrutas.

Foram mapeados e convidados compradores de países como Rússia, Ucrânia, Polônia, Reino Unido, Holanda, Suécia, Grécia, Irlanda, Emirados Árabes Unidos e Omã. O principal objetivo da ação é fomentar as vendas e também diversificar a pauta exportadora do setor para esses países. Para tanto, já estão confirmadas 385 reuniões entre compradores e empresas nacionais.

Segundo avaliação da Agência, a Rússia e a Ucrânia, por exemplo, já vêm importando quantidades significativas de maçãs, mangas e limões, mas o atual cenário geopolítico apresenta oportunidades a fornecedores de frutas de países fora da Europa e dos EUA. 

"Sabemos da qualidade da fruta brasileira e de como os consumidores russos estão cada vez mais interessados nos produtos brasileiros. A realização de uma rodada de negócios dessa magnitude é uma ótima oportunidade de aumentar a exportação para esses mercados. Para assegurar bons negócios, estamos trazendo grandes compradores, como a maior rede de supermercados Russa (X5 Retail) e a principal rede de supermercados-gourmet (Azbuka Vkusa) da região", afirma Márcia Nejaim, diretora de negócios da Apex-Brasil.

Em relação à escolha de compradores europeus, a Apex-Brasil e as embaixadas buscaram empresas e países com perfis diferenciados.

"Selecionamos compradores de países que tradicionalmente comercializam frutas brasileiras, como o Reino Unido e Holanda", com países com os quais o intercambio é mais tímido, a exemplo da Grécia ou da Suécia. Em ambos os casos, estamos trazendo compradores que já negociam com fornecedores do Brasil, mas que enxergamos a possibilidade de se estabelecer novas parcerias com mais exportadoras brasileiras", avalia Márcia.

Com relação ao Oriente Médio, é um mercado que, por limitações climáticas, dependente muito das importações de produtos agrícolas. Como em geral são poucas as restrições ou impedimentos, com tendência de liberação das tarifas, abre um grande leque de oportunidades para os produtores brasileiros.

Segundo a diretora da Apex-Brasil, foi dada maior ênfase nos compradores dos Emirados Árabes Unidos, "tanto por ser um grande importador na região, mas também por sua característica de hub de distribuição de produtos importados para os demais países da região. Os EUA já importam frutas frescas do Brasil, mas em muitos casos não com a regularidade ou a consistência que poderiam ter".

Além da rodada de negócios, na manhã da segunda-feira (24/09), foi organizado para empresas brasileiras e estrangeiras um seminário técnico com três painéis:

"A Fruticultura Brasileira", apresentado pela Abrafrutas; "Controle Fitossanitário e a Qualidade da Fruta Brasileira", apresentado pela Embrapa; "Aspectos Logísticos da Exportação de Frutas Brasileiras", apresentado por um operador logístico.  Ainda como parte da agenda, os compradores internacionais fizeram visitas técnicas a plantações e instalações da Andrade Sun Farms (produtores de limões e abacates) em Mogi-Mirim (SP), e a Cutrale (laranjas), em Araraquara (SP).

Os compradores russos foram ainda para Petrolina, visitar produtores de mangas e uvas, e a Mossoró, para conversar com produtores de melões e mangas.

*Ana Cristina Dib/ComexdoBrasil

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